Terço Peregrino

No III Fanuel de adulto Eduardo Vieira Custódio partilhou com alguns pais. Foram histórias de vida marcadas por enfermidades e sofrimentos, mas o que mais me chamou atenção foi a dor da ausência. Havia uma mulher que não estava aborrecida com Deus, pela doença do marido, mas sim com o seu próximo que não tinha coragem de visita-la. Logo percebi que o mesmo cravo que incomadava aquela retirante, também incomoda o meu coração. Somos muito inseguros, na maioria das vezes não gostamos de dar o primeiro passo. Temos medo das mudanças. Neste retiro observei uma mudança, olhava para o lado e sentia falta de muitas pessoas, uma voz ecoava dentro de mim dizendo : “Deus não te chama apenas para um final de semana”. Eu mais do que nunca precisava inaugurar um tempo novo, já não era a rotina do meu pecado, eu preciso da nova rotina da rotina da Boa-Nova. Trilhar um caminho novo algo que ninguém antes havia feito, aí nasceu  a visita a casa das pessoas que fizeram um retiro. Não podia mais ficar parado, precisava dizer a cada pessoa : “Deus te chama, Ele não esqueceu de ti”. A figura de Maria no movimento logo tomou seu espaço ela que cuidou de Jesus também há de cuidar de nós que estamos apreendendo a dar os primeiros passos. E fomos de 2 em 2 de 3 em 3, visitanto 1 casa por semana, havia noites que eu percorria 45 km de Sumidouro (lugar onde trabalhava) até Friburgo, quantas graças recebidas!

Em uma casa nosso fundador inspirado pelo Espírito Santo escreveu uma oração a uma irmã que estávamos visitando e o fruto dessa oração marcou uma música : Ovelha perdida, tema do CD do Fanuel. O mais importante é que Deus está inspirando um jeito novo, novos servos, novas casas uma forma onde a face de Jesus seja contemplada e nessa contemplação sentimos Deus suprir toda ausência dentro de nós, pois ele fala : Ressuscitei, estou vivo, por isso estou contigo.

A formação do terço mudou com o tempo alguns das pessoas que rezavam comigo se afastaram e chegamos até a parar e um tempo depois quando o Fanuel estava de férias Deivid convidou as pessoas a fazerem um grupo de oração nas casas e ficou muito bom recitávamos o Salmo, partilhávamos sobre as nossas vidas e rezávamos o terço. Os servos sentiram o desejo de visitar as casas das famílias que quisessem receber oração e o terço mais tarde foi batizado como terço peregrino sugestão dada pela Tia Geuza Julieta ao Deivid.

Nosso terço peregrino é uma sequência ou continuidade do que vivemos na reunião do Fanuel. Nasceu como um grupo de oração nas casas à luz da Palavra de Deus. Dentro do propósito de continuar como uma vivência do Fanuel nas férias de dezembro, ou seja, ele teria tempo de vida, acabaria em janeiro. Mas o Senhor desejava que continuássemos essa experiência orante a partir do tripé do carisma.

  • Oração : Relacionamento com Deus;
  • Comunhão : Relacionamento com o próximo;
  • Adoração : relacionamento com o mundo aos olhos de Deus.

A experiência de se viver este tripé fora das paredes da Igreja animou de forma ímpar o grupo, gerando, assim, o entendimento do chamado que o Senhor faz ao Movimento Católico Fanuel : “Ir onde meus filhos estão”. Esta seria a moção profética para nós dentro desta missão assumida.

Próximos eventos:

no event

Curta-nos no Facebook